Para ajudar a cobrir os salários e benefícios das tropas durante a atual paralisação do governo federal, que começou em 1º de outubro de 2025, o Exército dos Estados Unidos confirmou a aceitação de uma doação privada anônima no valor de US$ 130 milhões.
Quem foi o doador e qual será o impacto?
Medida, anunciada pelo Pentágono, é considerada altamente incomum e levanta preocupações sobre possíveis violações à lei federal que regula o financiamento público. O doador, inicialmente mantido em anonimato, foi hoje identificado como Timothy Mellon, um bilionário herdeiro da família bancária Mellon e um dos principais financiadores da campanha do presidente Trump.
Breaking News: Timothy Mellon, a banking heir, is said to be the anonymous donor who gave $130 million to the U.S. government to help pay troops during the shutdown. https://t.co/eLAKC5nJv4
— The New York Times (@nytimes) October 25, 2025
De acordo com relatos, o presidente Trump mencionou a doação em um discurso, afirmando que o doador “enviou um cheque de US$ 130 milhões” para apoiar as forças armadas.
Especialistas alertam que essa contribuição privada pode contornar as regras estabelecidas pelo Congresso para o orçamento militar, potencialmente configurando uma interferência indevida no financiamento governamental.
Uma das principais preocupações é a legalidade dessa doação. A lei federal dos EUA, incluindo a Lei Antideficiência (Antideficiency Act), proíbe agências governamentais de aceitar fundos privados para fins que exijam apropriações congressionais, a menos que haja autorização explícita. Críticos argumentam que essa doação poderia violar essas regras, abrindo precedentes perigosos para que doadores privados influenciem operações militares sem supervisão legislativa.
Segundo o Politico, especialistas em direito constitucional e financiamento público alertam que, se confirmada como violação, a medida poderia resultar em investigações do Congresso ou ações judiciais. Além disso, há o risco de que isso enfraqueça o controle democrático sobre o orçamento de defesa, permitindo que bilionários “comprem” influência sobre as forças armadas.
Essa decisão do Pentágono, embora motivada pela necessidade imediata, abre um debate amplo sobre ética, legalidade e o papel do dinheiro privado na defesa nacional, observadores aguardam desenvolvimentos, incluindo possíveis respostas legais ou políticas a essa controvérsia.


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