Suíça Congela Ativos de Nicolás Maduro Após Sua Captura Pelos EUA

Em um ato surpreendente na geopolítica internacional, o governo suíço anunciou o congelamento de todos os ativos pertencentes ao ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e seus aliados no país. Essa ação foi implementada logo após a prisão de Maduro pelas forças dos Estados Unidos em Caracas, seguida de sua transferência para o território americano. Como medida preventiva para evitar a saída de bens que possam ter sido obtidos ilegalmente, o Conselho Federal da Suíça, que é o órgão responsável pela decisão, justificou essa ação.

A Captura de Maduro: Um Golpe Audacioso

Nicolás Maduro, no poder na Venezuela desde 2013, enfrentando controvérsias e acusações de autoritarismo, foi preso em uma ação militar conduzida pelos Estados Unidos na capital venezuelana, Caracas. Fontes apontam que a operação ocorreu nas primeiras horas do dia 3 de janeiro de 2026, com Maduro sendo prontamente levado para os Estados Unidos, onde deverá se apresentar a um tribunal federal.

Relatos ao vivo de veículos como CNN e The New York Times destacam que Maduro enfrentará acusações relacionadas a narcotráfico, corrupção e violações de direitos humanos, pendentes desde indiciamentos anteriores do Departamento de Justiça dos EUA.

Analistas caracterizaram a operação como “emboldened” (audaciosa), indicando uma alteração importante na política externa dos Estados Unidos em relação à América Latina.

A Suíça e o Congelamento de Ativos

A informação do Conselho Federal suíço foi divulgada poucas horas depois do anúncio da captura. Segundo o comunicado oficial, todos os bens de Maduro e indivíduos ligados a ele foram congelados imediatamente, por um período inicial de quatro anos. Essa medida tem como objetivo evitar a dispersão de recursos possivelmente relacionados a atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro ou corrupção. A Suíça, reconhecida por sua neutralidade e rigor em assuntos financeiros, havia aplicado sanções semelhantes ao regime venezuelano anteriormente, em consonância com as ações internacionais da União Europeia e dos EUA.

Embora detalhes específicos sobre o volume total dos ativos não tenham sido divulgados publicamente por razões de confidencialidade bancária, fontes indicam que a Suíça abriga uma porção significativa de bens de líderes estrangeiros devido à sua reputação como centro financeiro global. Historicamente, ativos venezuelanos congelados em jurisdições internacionais incluíam depósitos em bancos, investimentos em fundos e ouro armazenado em cofres suíços, relacionados à estatal petrolífera PDVSA.

Categorias de bens impactados

Com base em precedentes e relatórios preliminares sobre o congelamento, os tipos de bens que podem ser afetados incluem:

Contas Bancárias e Depósitos Financeiros: Maduro e seus cúmplices são acusados de desviar bilhões de dólares venezuelanos para contas no exterior, na Suíça. A maior parte dos ativos congelados, avaliados em centenas de milhões de dólares, consiste nesses depósitos, geralmente realizados em instituições financeiras como UBS ou Credit Suisse.

Investimentos e Títulos: englobando ações, bonds e fundos de investimento administrados por entidades suíças. Relatórios indicam que uma parte desses investimentos estava relacionada a empresas de fachada utilizadas para lavar dinheiro proveniente de corrupção e narcotráfico.

Bens Imobiliários e Propriedades: Apesar de menos frequentes, existem indícios de propriedades de alto padrão em Genebra e Zurique pertencentes a parentes e apoiadores de Maduro, os quais estão atualmente impedidos de vender ou transferir.

Outros ativos tangíveis incluem ouro, joias e obras de arte guardadas em cofres privados. A Suíça atua como um centro de armazenamento de metais preciosos, enquanto a Venezuela possui um histórico de exportação de ouro para o país europeu em períodos de crises econômicas.

Esses pormenores surgem de investigações internacionais anteriores, porém o congelamento atual é caracterizado como abrangente, abrangendo “quaisquer ativos” para maximizar o efeito.

Não é a primeira vez que a Suíça toma medidas contra o governo de Maduro. Em 2018, o país bloqueou aproximadamente 450 milhões de dólares em bens venezuelanos suspeitos de estarem envolvidos em corrupção. A medida recente fortalece a posição da Suíça em relação às sanções internacionais, sobretudo após a União Europeia e os Estados Unidos aumentarem as pressões sobre Caracas.

As consequências são significativas: para a Venezuela, isso pode impulsionar uma mudança política, com opositores como Juan Guaidó ou Maria Corina Machado ganhando espaço. O congelamento tem um impacto econômico negativo, agravando a crise na Venezuela ao privar o regime de recursos externos.

Fonte: Swissinfo.ch

Mireldes entrou na edição em 2021 com um site em inglês Afronomist.com, e em 2024 ganhou esta versão em português. Escorpiano apaixonado por esportes radicais, cinema, tecnologia e política, ele é formado em Economia e Gestão de Sistemas pela VŠB-TUO. No blog, Mireldes traz notícias sobre economia, cinema, política e outras histórias, "Trazendo-lhe sempre as histórias que mais importam".

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