As negociações ocorrem em um momento de alta tensão nas relações EUA-China, iniciadas pelo segundo mandato de Trump em janeiro de 2025, com imposições de tarifas que elevaram os custos comerciais em até 145%.
Os encontros em Madri, que começaram em 14 de setembro, envolvem oficiais de alto escalão como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial, Jamieson Greer, ao lado de seus homólogos chineses, o vice-primeiro-ministro He Lifeng e o negociador Li Chenggang, essas negociações visam estender uma trégua tarifária até novembro.
US Treasury Secretary Scott Bessent and Chinese Vice Premier He Lifeng held trade talks in Spain, marking the fourth time in as many months that the US and China have met in European cities https://t.co/T1upX6qqf3 pic.twitter.com/YFUbaeRUFX
— Reuters (@Reuters) September 15, 2025
Detalhes das Negociações Comerciais em Madri
As discussões abrangem tarifas (atualmente em torno de 55% sobre produtos chineses), controles de exportação de tecnologias de ponta, minerais raros e compras agrícolas. Não houve avanços radicais no primeiro dia, mas o otimismo de Trump na sua rede Truth Social sugere um quadro para resoluções parciais.
Acordo sobre o TikTok
Tiktok, com 170 milhões de usuários nos EUA, enfrenta um prazo de 17 de setembro para que a ByteDance venda suas operações americanas ou sofra proibição. Trump já estendeu o prazo três vezes, e o novo acordo prioriza segurança de dados enquanto permite termos justos para a China, possivelmente envolvendo compradores como Oracle.
As sessões, que duraram mais de seis horas no primeiro dia e prosseguiram na manhã seguinte, abordam uma agenda ampla: extensão de uma trégua tarifária (atualmente mantendo tarifas americanas em cerca de 55% sobre bens chineses até 10 de novembro de 2025), alegações de abusos em controles de exportação, esforços conjuntos contra lavagem de dinheiro e pressões sobre compras chinesas de petróleo russo.
Esta rodada segue um acordo preliminar alcançado em Estocolmo em julho de 2025, que prorrogou uma trégua de 90 dias após Trump ter imposto tarifas iniciais de 145% em abril. A escalada tarifária, apelidada de “Pacote do Dia da Libertação” e anunciada em 2 de abril de 2025, elevou a tarifa média dos EUA de menos de 2,5% para mais de 18%, provocando uma retaliação chinesa com tarifas de até 147,6% e restrições a minerais raros essenciais para a indústria americana. As exportações dos EUA para a China caíram 15% desde então, enquanto Pequim redirecionou o comércio para o Sudeste Asiático e a África.
Analistas observam que as negociações também abordam o excesso de capacidade industrial da China e as exigências dos EUA para reduzir as compras de petróleo da Rússia e do Irã, com Trump pressionando os aliados do G7 a impor tarifas de 25% sobre as importações chinesas e indianas relacionadas ao petróleo russo.
Segundo Bessent, os resultados foram “produtivos”, abrindo caminho para compromissos de alto nível, possivelmente na cúpula da APEC em Seul, em outubro. Já Trump indicou que conversará com Xi Jinping na sexta-feira, 19 de setembro, para “selar” os acordos, que podem incluir reduções tarifárias recíprocas e a retomada do fluxo de minerais raros.
Fonte: Reuters


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